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Roteiro Tóquio 3 dias: o plano de um local para a sua primeira viagem

Publicado 8 min de leitura
Um beco de Tóquio iluminado por neon ao entardecer

Está montando um roteiro Tóquio 3 dias para a sua primeira viagem? Este é o plano que a gente passa para os próprios amigos: três dias, um circuito por bairro a cada dia e todas as noites dedicadas ao que Tóquio faz melhor do que qualquer lugar, a vida noturna. Nosso guia Alejandro mora aqui desde 2016 e já acompanhou mais de 1.000 viajantes, e o padrão se repete: quem vem pela primeira vez risca os templos e o cruzamento famoso, volta para o hotel às 20h e perde a metade de Tóquio que vive em bares minúsculos e becos esfumaçados.

Quantos dias ficar em Tóquio? Três bastam para uma primeira vez se você agrupar os passeios por bairro em vez de cruzar a cidade de um lado para o outro, e o terceiro dia leva você a um lugar que quase nenhuma lista menciona: Kichijoji, a 15 minutos a oeste de Shinjuku.

Antes de pousar: Suica, dinheiro e onde ficar

Primeiro, um cartão IC. Um Suica ou PASMO vale para quase todos os trens, metrôs e ônibus da cidade, e também para pagar em konbinis, máquinas de bebida e armários de bagagem. No iPhone, dá para adicionar o Suica à Apple Wallet em um minuto. A maioria dos Android comprados fora do Japão não aceita, então pegue um cartão físico ou a versão para turistas, o Welcome Suica, no aeroporto assim que chegar.

Do aeroporto até a cidade. De Narita, o Narita Express chega à estação de Tokyo em cerca de uma hora e segue para Shinjuku e Shibuya; o Keisei Skyliner deixa você em Nippori e Ueno em uns 40 minutos. Haneda fica bem mais perto: a linha Keikyu chega a Shinagawa em uns 15 minutos, com alguns trens seguindo direto até Asakusa, e o Tokyo Monorail leva uns 20 minutos até Hamamatsucho. Os ônibus Airport Limousine param em muitos hotéis grandes, se você preferir não fazer baldeação com as malas.

Dinheiro ou cartão? O cartão já funciona na maioria das lojas, redes e hotéis, mas izakayas pequenos, barracas de mercado, muitos balcões de amuletos nos santuários e algumas máquinas de tíquete de lámen só aceitam dinheiro vivo. Ande com uns 10.000 ienes na carteira e saque nos caixas do 7-Eleven (Seven Bank) ou do Japan Post, que aceitam a maioria dos cartões estrangeiros.

Onde ficar. Shinjuku e Shibuya deixam você nas linhas mais movimentadas, com a noite na porta. Ueno e Asakusa são mais tranquilos e costumam sair mais em conta. Em qualquer caso, estar a poucos minutos de uma estação importa mais do que o nome do bairro.

Dia 1: Asakusa, o templo Senso-ji e uma noite na Tóquio antiga

Comece com café da manhã no mercado externo de Tsukiji. O mercado atacadista de peixe se mudou para Toyosu em 2018, mas as vielas de fora continuam vendendo tamagoyaki no palito, vieiras grelhadas e tigelas de atum fresco sobre arroz. Vá entre 8h e 11h: a maioria das barracas fecha no começo da tarde, e muitas não abrem aos domingos, nos feriados e em algumas quartas. Confira o calendário do mercado antes de programar o despertador.

Da estação Higashi-ginza, a poucos minutos a pé do mercado, a linha Toei Asakusa leva você direto a Asakusa em uns dez minutos. Passe pelo portão vermelho Kaminarimon, siga pelas barraquinhas da Nakamise-dori e entre no Senso-ji, o templo mais antigo de Tóquio. Puxe um pouco da fumaça de incenso para si, tire um omikuji (se vier azar, amarre no suporte e deixe por lá) e coma os petiscos ao lado da barraca onde comprou, não andando. À tarde, escolha só um: a rua de utensílios de cozinha de Kappabashi, uma caminhada à beira do rio Sumida ou a vista do Tokyo Skytree, do outro lado do rio.

A dica de local: volte ao Senso-ji depois do pôr do sol. O salão principal fecha por volta das 18h, mas o terreno continua aberto, o portão e o pagode de cinco andares ficam iluminados até cerca de 23h, e os grupos já foram embora. Depois, caminhe três minutos para oeste até a Hoppy Street, uma fileira de izakayas sem frescura com banquinhos na calçada. Peça ensopado de tendão bovino (nikomi), alguns espetinhos de yakitori e um Hoppy, a bebida com gosto de cerveja que se despeja num copo de shochu. Conte com uns 500–700 ienes por bebida.

Lanternas de papel iluminando uma fileira de pequenos izakayas à noite
Lanternas de papel, banquinhos de plástico e espetos na grelha: o tipo de rua de izakayas para começar a primeira noite em Tóquio.

Dia 2: santuário Meiji, Harajuku e Shinjuku à noite

O Meiji Jingu abre ao nascer do sol e fecha ao pôr do sol, e o caminho de cascalho sob o enorme torii de cipreste fica mais tranquilo antes das 9h. Faça uma reverência sob o portão, lave as mãos na fonte e reserve uma hora: o santuário principal fica a dez minutos a pé da estação Harajuku. Logo ao lado, Harajuku recebe você com a energia oposta. Vinte minutos na Takeshita-dori bastam; depois desça pela Cat Street, bem mais calma, até Shibuya, uns 20 minutos a pé.

O cruzamento de Shibuya merece ser visto duas vezes: uma atravessando e outra lá de cima. As passarelas elevadas em volta da estação dão vista de graça, e o Shibuya Sky é a versão paga no terraço, onde os horários do pôr do sol esgotam primeiro: reserve antes. À tarde, troque a multidão pelas cores do teamLab. O teamLab Borderless, no Azabudai Hills, fica a 20–30 minutos de trem de Shibuya, e o teamLab Planets, em Toyosu, é uma boa opção para dia de chuva. Ambos exigem ingresso com horário marcado: compre antes da viagem.

A noite é de Shinjuku. Comece no Omoide Yokocho, perto da saída oeste, um beco estreito de balcões de yakitori onde você senta ombro a ombro com quem acabou de sair do escritório. Depois atravesse para o Golden Gai, algumas vielas apertadas cheias de bares minúsculos, muitos com menos de dez lugares. Vários cobram taxa de assento e alguns são só para frequentadores: procure portas com cardápio em inglês ou placa de boas-vindas e pergunte a taxa antes de sentar. Regra de ouro: nunca siga os aliciadores de Kabukicho, por mais simpáticos que pareçam. Para o panorama completo dos bairros, veja nosso guia o que fazer em Tóquio à noite.

Pessoas andando por um beco estreito de restaurantes pequenos iluminado por lanternas
Um yokocho de lanternas na hora do jantar. Chegue antes das 18h para garantir lugar no balcão antes da saída dos escritórios.

Dia 3: Kichijoji, parque Inokashira e a sua grande noite

Comece com uma manhã tranquila no Shinjuku Gyoen, que reúne um jardim japonês, um jardim francês e um gramado inglês num parque só. Abre às 9h, a entrada custa 500 ienes, costuma fechar às segundas e lá dentro não pode bebida alcoólica, então guarde os drinques para mais tarde. Depois pegue o rápido da linha JR Chuo rumo oeste a partir de Shinjuku, uns 15 minutos, até Kichijoji, na cidade de Musashino, o bairro que lidera com frequência os rankings japoneses de lugares onde as pessoas gostariam de morar.

Saia pela saída Park e em cinco minutos a pé você chega ao parque Inokashira. Alugue um barco a remo ou um pedalinho de cisne no lago e, se tiver se planejado, visite o Museu Ghibli na ponta de Mitaka do parque; os ingressos só são vendidos antecipadamente, nunca na porta. Em seguida, volte para o lado norte da estação e dê uma volta pela Harmonica Yokocho enquanto as portas de aço ainda estão meio abaixadas. Nosso guia da Harmonica Yokocho conta tudo sobre o beco.

Quando escurece, a Harmonica Yokocho vira um labirinto de uns 100 barzinhos e botecos do pós-guerra, alguns com cinco ou seis lugares, cardápio escrito à mão em japonês e portas que parecem todas fechadas. Foi exatamente por isso que criamos ali o nosso Rolê pelos bares escondidos de Kichijoji: quatro horas por bares escondidos de Kichijoji e Harmonica Yokocho, com coquetéis japoneses variados, US$ 120 por pessoa, de terça a domingo a partir das 19h, no máximo 8 pessoas. Encontramos você na saída Park da estação de Kichijoji, abrimos as portas, traduzimos as conversas e mostramos como beber feito frequentador da casa. Reserve cedo se o seu terceiro dia cair numa sexta ou num sábado, porque 8 vagas somem rápido.

Cerejeiras em flor sobre o lago do parque Inokashira
O lago do parque Inokashira na primavera, quando as cerejeiras florescem sobre os barquinhos, em geral do fim de março ao começo de abril. No resto do ano continua sendo a melhor caminhada de tarde do oeste de Tóquio.

Onde comer na primeira viagem

O sushi de esteira é barato, divertido e vale a qualquer hora. Muitas casas de lámen têm uma máquina de tíquetes na entrada: você paga, entrega o tíquete e senta. Os andares de comida no subsolo das lojas de departamento (depachika) são ótimos para piquenique, e o sanduíche de ovo do konbini é um café da manhã de verdade.

No izakaya, costuma chegar uma entradinha chamada otoshi sem você pedir. É uma taxa de mesa de algumas centenas de ienes, não um engano. Peça poucos pratos de cada vez, divida tudo e diga "kanpai" antes do primeiro gole. Se quiser uma segunda noite em outra parte da cidade, o nosso Tacos & Beers: rolê de bares em Tóquio começa e termina no Tacos 3 Hermanos, em Shimokitazawa: um prato de tacos para dividir e uma bebida no primeiro bar, depois um izakaya local e um bar escondido. São 3 horas, US$ 100 por pessoa, de terça a domingo às 18h, no máximo 10 pessoas. Para mais ideias, leia onde comer em Tóquio à noite.

Um grupo de amigos brindando num izakaya
O primeiro kanpai da noite. Espere todo mundo receber a bebida antes de dar o primeiro gole.

Etiqueta para a primeira viagem: trens, gorjeta, dinheiro e cigarro

  • Não dê gorjeta. Nem em restaurante, nem em táxi, nem em bar. Se deixar dinheiro na mesa, é capaz de alguém correr atrás de você para devolver.
  • Silêncio no trem. Nada de ligações, voz baixa e mochila na frente no horário de pico. Nas escadas rolantes de Tóquio, fique do lado esquerdo.
  • Saiba a hora do último trem. A maioria das linhas para de circular entre meia-noite e 0h30, e os primeiros trens saem por volta das 5h. Confira o caminho de volta antes da segunda rodada ou separe dinheiro para o táxi.
  • Leve seu lixo. Quase não há lixeiras públicas, então guarde até o hotel ou use a lixeira do konbini.
  • Fume só nas áreas indicadas. Fumar na rua é proibido em boa parte do centro de Tóquio, embora alguns bares pequenos ainda permitam lá dentro.
  • A idade mínima para beber é 20 anos. Bares podem pedir documento, e turistas são obrigados a andar com o passaporte de qualquer jeito. Todos os nossos tours são para maiores de 20.
  • Tire os sapatos sempre que vir um piso elevado, tatame ou uma fileira de chinelos arrumadinha.

Roteiro Tóquio 3 dias: o que pular (e o que nunca pular)

A gente pularia uma hora de fila pela sobremesa viral do mês, mais de vinte minutos na Takeshita-dori e a ideia de enfiar um bate-volta ao monte Fuji e um parque temático numa viagem de três dias. Tóquio recompensa profundidade, não lista de tarefas.

O que nunca pulamos: uma noite num yokocho, o Senso-ji iluminado, uma manhã sem pressa num parque e pelo menos uma noite em que alguém daqui leva você por uma porta que você jamais abriria sozinho.

Pronto para o terceiro dia? Guarde essa noite para o Rolê pelos bares escondidos de Kichijoji e deixe com a gente as portas, os cardápios e a conta do último trem. Nos vemos na saída Park às 19h.

Perguntas frequentes

Quantos dias ficar em Tóquio na primeira viagem?

Com três dias inteiros dá para conhecer Asakusa e o Senso-ji, o Meiji Jingu, Harajuku e Shibuya, e ainda dedicar um dia ao oeste de Tóquio em Kichijoji sem correria, desde que você faça um circuito por bairro a cada dia. Acrescente dias se quiser bate-voltas a Nikko ou ao monte Fuji.

Dá gorjeta no Japão?

Não. Gorjeta não faz parte da cultura em restaurantes, bares, táxis ou hotéis, e os funcionários podem até tentar devolver o dinheiro. Um bom atendimento é o padrão.

Preciso de dinheiro vivo em Tóquio?

O cartão é aceito na maioria dos lugares, mas izakayas pequenos, barracas de mercado, santuários e algumas máquinas de tíquete de lámen só aceitam dinheiro. Ande com alguns ienes e use os caixas do 7-Eleven ou do Japan Post, que aceitam a maioria dos cartões estrangeiros.

Que horas sai o último trem em Tóquio?

A maioria das linhas de trem e metrô faz a última viagem entre meia-noite e cerca de 0h30, variando conforme a linha e a estação, e os primeiros trens saem por volta das 5h. Confira o caminho de volta num app de transporte antes de a noite começar ou planeje pegar um táxi.

Qual a idade mínima para beber no Japão?

A idade mínima para beber no Japão é 20 anos. Bares podem pedir documento, então ande com o passaporte à noite. Os tours noturnos da Okawari Travels são para maiores de 20 anos.

Pronto para ver Tóquio à noite?

Bares escondidos, comida de izakaya e novos amigos, com um guia local trilíngue. Confirmação imediata.

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